terça-feira, 13 de setembro de 2005

Passagem perfeita de um livro muito bom:
"Passei, durante esse longo concerto, minutos intermináveis, suando frio, desejando terrivelmente estar horas ou dias à frente para escapar da tortura da espera, da angústia de não saber quanto tempo, da tensão de ter de aguentar até passar. Mas não há meio. Talvez seja exatamente esse o verdadeiro prazer de se atravessar tempestades. Só se alcança o bom tempo passando por todos os segundos que vêm antes. Não há como cortar caminho. Só veria o sol outra vez quando passasse por todos os dias do inverno, SEM PULAR NENHUM. E não há como dar saltos. Só retornaria a Paraty percorrendo cada um dos graus de latitude, cada milha do caminho até lá." (P.115, Paratii - entre dois pólos, Klink, A.)

Nenhum comentário: