sexta-feira, 16 de setembro de 2005

a encruzilhada
está no tênuo limite entre ajudar e invadir;
entre pensar que ele não se comporta comigo como eu gostaria
e descobrir que ele se importa comigo mais do que eu imaginaria;
entre pulsão de vida e de morte;
assim como destruição e construção.
a encruzilhada é relativa
há de caminhar entre subjetivar e objetivar;
entre sentir e raciocinar.
qual extremo? qual caminho da encruzilhada a seguir?
até o 'extremo' encontra uma encruzilhada:
a de ir para o próprio extremo das respostas (absolutas) ou
de caminhar somente no 'deixar fluir' onde talvez não hajam perguntas, mto menos respostas.
pq pensar que qualquer barulho seja de chuva? pq colocar pensamentos na cabeça dos outros? pq querer definir o indefinível?
momento reflexivo em cima da encruzilhada.
fechando os olhos e pensando no caminho que fiz até aqui,
enxergo ele. lindo. sorrindo pra mim. com brilho nos olhos, me ensinando, me equilibrando, me completando.
acredito no amor e nele. então, respiro fundo, dou um passo e vejo que a escolha foi certa.
mesmo sabendo que não acabou por ai.
mesmo sabendo que existirão outras encruzilhadas, sigo feliz, olhando pro céu brigadeiro e pensando nele, que faz mais parte de mim do que talvez ele gostaria que fizesse.
não se sinta incomodado, fazer parte de alguém é normal, é mais do que normal vindo de alguém que se ama.

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