Hj o dia foi um silêncio.
O cheiro do dia estava diferente, e as sensações que isto lhe causava, fazia entender que o dia estava estranho.
Os detalhes faziam toda a cenografia, e assim, flutuando, montou-se o dia. Meu dia. Dia. Ria.
Se um dos detalhes fosse um beijo teu, meu dia seria uma música. Apesar dos outros detalhes deste dia.
Nao me importaria de ver a caneta se afundando em sua própria tampa, assim como sentir uma lágrima vazar de mus óculos escuros.
Hj eu poderia ter conversado um pouco com alguém, ou talvez ter lido um livro qualquer... até um jornal serviria.
Hj o dia fez frio. Fez silêncio. Fez sensações. Destruiu ilusões. Hj o dia nao foi vivo nem morto. Vi uma criança em seu esconderijo. Qndo eu era criança tinha vários esconderijos. Queria que sentissem minha falta. Queria ter um super esconderijo.
De nada valia.
Hj nao valeu o frio nem o silêncio nem as sensações. Valeu um pouco ser criança um dia. Mas não mto pois desde criança eu fui assim: adulta. Depois de crescida eu comecei a brincar.
Hj eu nao brinquei nem me escondi. Hj eu quis me esconder mto bem escondida.
Hj eu comprei chocolate. Mas nao comi, nao tive vontade. Dei e comprei pensando em alguém especial.
Hj eu vi a Lua. Ela estava fina mas nem tanto.
Hj eu tive uma amiga. Mas acho que nao fui sua amiga nesse dia. Recusei um convite onde poderia dar minha amizade. Não sou a culpada, a culpa é do dia que fez silêncio, fez frio, fez sensações e destruiu ilusões. Por isso que não valeu, por isso o dia não valeu. O dia foi feio, culpado.
Nem um sorriso, nem um obrigado.
O dia foi um cigarro escondido. Esse daí sim sabe se esconder dos outros.
Hj quebrei a promessa que eu esqueci de fazer, pois sabia que nao iria cumprir.
Hj o dia foi mais do que imaginei, mais do que pensei.
E descobri que nao sei fazer poesia com alegria. Não sei fazer poesia.
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